Abril de 1897
A repercussão no Rio de Janeiro foi enorme.Coselheiro fica conhecido com um monarquista e isso traz mais raiva por parte do governo.Com um novo general as tropas com apoio de duas colunas , altamente armados, partem em direção a Canudos.
O primeiro combate acaba acontecendo em Cocorobó , mas as perdas foram grandes pois agora os sertanejos adquiriram as armas de expedições anteriores.A situação do exercito tambem não é boa pois não possuimos uma boa infra-estrutura.
O tempo passa rápido mais a situação ainda continua precaria , então o ministro resolveu se dirigir para a região para dar um fim a essa guerra.Após varias batalhas, o arraial acaba totalmente cercado e Antônio Conselheiro acaba morto, dizem que por disenteria e os seus líderes tiveram o mesmo fim.
Surgiram promessas que a população ali presente teria o direito a vida, o que não parece ocorrer pois muitos foram degolados inclusive a cabeça do Conselheiro que foi arancada com faca, mas agora eu posso dizer que essa enfim acabou após muita resistencia dos sertanejos.
O Diário Perdido do Coronel Antônio Moreira César
Coronel Antônio Moreira César, comandante da terceira expedição militar a Canudos, foi escritor de um diário sobre a própria batalha de Canudos. Perdido por décadas, o diário foi achado pelo historiador Marcelo Costa, quem faz uma análise histórica dos fatos, evidenciando o lado do Coronel na Guerra.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Final da 3ª Expedição
As informações que se seguem foram elaboradas através de um estudo sobre o desfecho da expedição de Moreira César. Essa análise foi feita com base nos relados de soldados sobreviventes e nos textos do escritor Euclides da Cunha.
3 de março de 1897
Após a chegada a Canudos, o Coronel Moreira César e suas tropas circundaram a cidade e antes de algum combatente aparecer, eles lançaram bombas na região do arraial. O povo desesperado se escondeu na Igreja. Depois da destruição das pequenas casas e das construções locais, os guerrilheiros do néscio apareceram, e o combate se sucedeu. Apesar de parecer um alvo extremamente fácil, devido á fragilidade das construções, infelizmente Canudos não correspondeu a essa expectativa.
Logo, os soldados investiram adentrando na cidade, queimando as casas e atirando, muitos guerrilheiros e jagunços fugiram, entrando cada vez mais nas ruas e nas vielas estreitas. Cada vez mais a guerra perdia seu caráter, mas isso é devido, claro, aqueles sertanejos que não tem nenhum preparo e acha que saber manusear uma baioneta já é um ato militar de habilidade.
Moreira César só estava a observar, no entanto, depois de um tempo, ele saiu de onde estava e desceu a encosta do morro próximo a Pelados. Por infortúnio, nesse caminho, ele foi acertado por uma bala na altura da barriga. Ele disse aos companheiros preocupados que não havia ocorrido nada de mais e continuou a cavalgar amparado por um tenente. Novamente nosso brilhante coronel foi atingido, logo estava fora de combate e o que o substituiu foi o coronel Tamarindo.
A partir de cinco horas de duro combate, a tropa foi recuando, eles corriam, atiravam a esmo e alguns até continuaram a lutar e queimar residências. Assim a noite caia o alarme de guerra ressoado pela Igreja cessou.
No alto do Mário foi improvisado um alojamento para os combatentes que sobreviveram e no meio dele estava o nosso coronel num estado grave de saúde. Às onze horas, os oficiais elaboraram uma resolução e comunicaram à Moreira. Ele permaneceu calmo, mas mesmo assim se mostrou inflexível e disse que o exército ainda tinha chance de ganhar.
Sua última ordem foi reunir numa ata o que se sucedera e escrever sobre seu abandono da carreira militar. Pela madrugada, o nosso memorável general que a 3ª expedição contra canudos carregou o seu grande nome faleceu como um herói estupendo. E assim, finaliza a expedição. As tropas todas se retiraram da região.
Nona Página do Diário
"3 de março de 1897
E hoje pela manhã quando passávamos por Pitombas se sucedeu nosso primeiro encontro com o inimigo. Um sertanejo nos atacou e depois fugiu deixando as armas e nem esperando pela nossa réplica. E nós para mostrarmos nosso poderio rapidamente atiramos com nossas grandes armas. De tão feliz que fiquei com a nossa vitória, até dei um abraço em um comandante que estava cheio de alegria ao meu lado.
Depois de tal euforia percebi, como já havia dito antes, que essa luta poderá ser fácil, pois as armas dos jagunços, que estão lutando ao lado da população que vive em forma de comunidade primitiva, são tão simplórias que eu até comentei com a minha tropa que eles estão todos desarmados.
Alguns da equipe médica permaneceram nesta localidade com os feridos, o resto continua caminhando em direção a Canudos. Mas claro que antes de sair fizemos uma busca na região por todos os inimigos escondidos e informantes. Confesso que depois desse episódio nosso ego e modéstia estão tão engrandecidos que acho que é impossível destruí-los."
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Oitava Página do Diário
"2 de março de 1897
Na madrugada de hoje, nossas tropas partiram para o Angico, e às 11 horas da manhã paramos em uma fazenda abandonada na qual ficaremos instalados até a madrugada de amanhã. Eis o plano: descansaremos hoje o dia todo para amanha à noite ir para o Angico. Quando chegarmos, iremos descansar novamente e depois partir definitivamente para Canudos. Estou agora em um acampamento com a equipe médica e confesso que estou crente em nossa vitória. Estamos muito bem preparados e se caso houver algum ataque inimigo, voltaremos para Monte Santo onde fortificaremos nossa tropa. Mas acredito que isso não será necessário."
Sétima Página do Diário
"1º de março de 1897
Hoje pela manhã, durante uma leve chuva que caia aumentando o desânimo das tropas que seguiam para Canudos – o caminho fora difícil, o sol quente, terra árida, os contratempos, como ocorreu com a bomba de água, contribuíram para tal quadro – ocorreu um episódio um tanto quanto inesperado – eu não estava junto com as tropas, pois eu fiquei para trás devido a um ataque epilético que dei no dia 25. A tropa estava marchando e de sobressalto um alarme alertou-a de um possível inimigo se aproximando. Todos os combatentes se prepararam para lutar e quando se depararam me viram em cima de um cavalo chegando para me juntar a eles. No mais o dia hoje se sucedeu de forma tranquila."
Sexta Página do Diário
"22 de fevereiro de 1897
Iremos sair daqui a pouco dessa localidade, eu de cavalo tomarei a frente dessa tropa em direção a Canudos. Ontem, pela tarde, avaliamos o equipamento e recrutamos os batalhões e soldados. Serão ao todo 1281 homens com mai de 200 cartuchos para as armas, dentre eles há o 7º batalhão comandado pelo major Rafael da Cunha Matos, uma parte do 9º - já é a terceira investida dele – comandado pelo coronel Pedro Nunes Tamarindo, parte do 33º e 16º comandado pelo capitão Joaquim Quirino Vilarim, bateria de quatro Krupps do 2º regimento comandado pelo capitão José Salomão Agostinho da Rocha, parte da 9º cavalaria comandado pelo capitão Pedreira Franco, alguns guardas da polícia baiana, uma equipe médica e outra de engenheiros militares."
terça-feira, 26 de abril de 2011
Quinta Página do Diário
"16 de fevereiro de 1897
Acabei de aprovar um levantamento destas terras áridas elaboradas pelos engenheiros militares Alves Leite e Alfredo Nascimento. Eles calcularam e mediram com um podômetro as melhores localidades para instalarmos uma linha de operações. Eles analisaram tudo: os acidentes naturais, o solo, a água e possíveis problemas que poderemos vir a ter. Dentro de uma semana vamos seguir estrada, sairemos daqui (Monte Santo) e iremos passar pelo arraial Cumbe e seguiremos a direção norte no rumo de Canudos. Acho que não vai ser necessário montar alguma base de defesa ou de recuo, espero ter sucesso nessa investida, mesmo assim temo que o insano do Conselheiro esteja nos esperando.
Sabemos que a viagem será complicada, pois essa terra estiada e seca nos desgasta. Mesmo assim, vamos levar bombas artesianas, pois em determinadas localidades há como puxar a águas pelos lençóis subterrâneos."
Nesta parte do diário, Moreira César prepara-se para sua primeira investida contra a comunidade fanática de Canudos. Suas crises epilépticas ao longo de sua majestosa jornada o atrapalham consideravelmente, o que torna difícil sua batalha contra o miseráveis de Canudos. Veremos mais a frente o início dos seus incríveis feitios bélicos.
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